quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Natal!

Sento-me à mesa,
Procurando o cheiro adocicado
Desta consoada que me espera!
Uma mesa cheia de cores, sabores e texturas
Que anseiam ser devoradas
Por aqueles que as desejam!
Abençoada seja esta dádiva
Que nos mete um sorriso na cara
E nos faz esquecer por momentos
Aqueles que nada têm ou recebem!
Felizes aqueles que acreditam no Pai Natal,
Pois toda essa esperança que transbordam
Consegue entrar dentro do coração dos infiéis
E lhes devolver o sorriso perdido outrora!
Demos graças por podermos presentear
Aqueles que mais amamos neste mundo
Sejam eles presentes físicos,
Sentimentos, acções ou desejos.
Obrigado por tudo aquilo que me rodeia,
Por tudo aquilo passível de ser sonhado
Obrigado pela oportunidade de festejar em família
E de sentir, mais uma vez
O poder que esta quadra tem em nós!

Um Feliz Natal!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Barreiras

Barreiras impossíveis,
Eternas e monstruosas
Me separam de algo
Que completaria o meu ser.
Creio sem dúvida alguma
Em todas as palavras que digo
Porque saem directamente do coração,
Espontâneas, sinceras, verdadeiras!
A razão, que por vezes atrapalha,
Deturpando os sentimentos e pensamentos.
Que joga sem dó nem piedade
Com aquilo que o coração quer dizer!
Mas aqui não, não vou deixar!
Barreiras que quebram a possível união...
Barreiras que poderiam fazer sonhar
Aquele que tem o defeito de não ter sonhos!
Aquele que espalha sorrisos!
Aquele que sem dúvida o faz comigo!
Aquele que me faz cair a lágrima teimosa!
Mas não de tristeza, não!
De gratidão por pertencer à minha vida.
Obrigado por seres quem és!
Por me ensinares sempre algo de bom.

Fly...

Quem me dera que o país encolhe-se!

domingo, 30 de novembro de 2008

Indiferença!

Porque olhas para mim de lado,
Com essa superioridade farsante?
Porque não és capaz de me enxergar directamente,
Sem essa cobardia invejosa e entranhada?
Consigo cheirar o teu fedor ciumento à distância
E ouvir essa voz fétida que adoece os meus ouvidos!
Não te cansas de tentar mostrar aquilo que não és?
Não és capaz de aceitar que o mundo não gira
Em torno do teu umbigo que escondes indiscretamente?
Acorda e caí ao chão...
Aprende a ver as pessoas de baixo para cima!
Aprende a ser humilde!
Não és mais que ninguém....
Pelo menos enquanto não mudares de atitude!

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Sentimentos

Sinto-me bem...
Sinto-me contente...
Apesar de todo este frio
Que teima em rondar a minha vida!
Apesar de sentir falta
De tanta gente que não posso ter!
Apesar de não saber sequer
O que significa a felicidade!
Mas sinto-a...
Porque será?
Estarei diferente?
Eu...
Que sempre amaldiçoei o mundo
E aquilo que ele me oferecia
Ou obrigava a sentir ou ter.
Eu...
Que sempre emanei um certo pessimismo
Entranhado e fedorento
Que por mais limpeza que tivesse não saía!
Ignorante felicidade, será?
Creio que não...
Sei que a tenho e acredito nela.
E vejo-a...
Em cada sorriso que devolvo ao mundo!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Saio....





















Saio para a rua,
Envolta nesta capa
A que chamo: tempo.
Saio envolta em memórias,
Palavras... Actos...
Virtudes e defeitos.
Saio para nunca mais voltar,
A esta casa que renego.
Esta capa será o meu novo abrigo.
Nela me sinto segura,
Só ela me curará as feridas
Que teimam em não sarar.
Percorro silenciosamente as ruas,
Uma... Duas... Três...
Apenas com a melodia dos pensamentos
Que emergem continuamente
Sem eu dar autorização.
Tão calmo, tão assustador, tão belo!
Sinto o compasso do coração
A bater num tempo tão sincronizado,
Como se tratasse de um estranho
Que caminha lado a lado...
Comigo...
Vem coração...
Não percas as passadas efémeras...
Não percas o silêncio que quebras...
Abriga-te junto a mim,
Debaixo da mesma capa protectora.
Ela te ajudará a triunfar!

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Espera...

Sentei e esperei...
Que o vazio cerebral que sentia
Se preenchesse com milhões de palavras
Pontos, vírgulas, reticências e pontos de exclamação.
Sabia que não queria interrogações,
Só ideias lamexas, cheias de emoção
Que fossem capazes de aliviar aquele vazio.
Esperei... mas nada surgia..
Levantei, andei de um lado para o outro
Esperei que a gravidade fizesse cair uma letra.
Nada... Tudo escuro, silencioso, deserto.
"Que raiva!" pensei eu...
De repente apeteceu me escrever:
"Que raio se está a passar?"
Mas depressa corrigi:
"Gostava de saber o que se está a passar."
Já tinha decidido que não queria interrogações!
Maldita mente!
Respirei fundo, fechei os olhos e escutei...
Escutei aquilo que aquela doce voz dizia dentro de mim...
Escutei, meditei, reflecti..
"Tu és capaz!"
Dizia ela..
Abri os olhos e de repente...
Comecei:
"Sentei e esperei...
Que o vazio cerebral que sentia
Se preenchesse com milhões de palavras..."

domingo, 12 de outubro de 2008

Um comentário...

Sente o ar que te toca.. que passa por ti.. que te eleva no ar..
Sente o vento que te leva, que te empurra para a felicidade..
Sente o futuro a chamar por ti.. A pedir-te que vás!
Sente o presente a mudar, a crescer dentro de ti, a tornar-te mais forte..
Sente tudo... Nunca deixes de sentir o que te rodeia..
Sorri.. e... agora... VOA...!

A felicidade espera por ti..! ;)
(por vezes, debaixo daquela pedrinha que nunca vês)















Para alguém especial....

sábado, 4 de outubro de 2008

Dá-me a tua!



















Agarra-me...
Estende a tua mão!
Vem-me buscar...
Eu estou aqui à tua espera...
Sei que me podes tirar do escuro...
Basta que venhas..
E que ilumines a minha vida!
Eu acredito no teu coração..
Na tua capacidade de me fazer esquecer,
As coisas que me atormentam a alma...
E me fazem sentir fraca neste mundo..
Traz de novo a paixão a este ser,
Quebra o silêncio deste coração adormecido,
Envolve-o de luz e eleva-o ao paraíso!
Ama-o....
Até que ele também te ame..

A ti...
Que sei que andas aí...
Perdido...
No mundo!

sábado, 20 de setembro de 2008

Tu...

Pensava que sim...
Que os sentimentos de outrora tinham sumido,
Que bastava apenas um doce carinho de amigo.
Pensava que as ambições de outrora tinham partido,
E que mais nada restava que um cumprimento simples,
Uma despedida normal,
Igual a tantas outras!
Mas não...
Aquilo que eu gostaria que fosse ilusório,
É bem real.... e doí!
Odeio a tua ausência...
A indiferença...
A despedida sem sal...
Apenas com um sorriso...
E cada um a seguir o seu caminho..
Sem olhar para trás e pensar novamente!
Custa... ver-te sorrir para alguém..
Que não eu!

domingo, 14 de setembro de 2008

Virou!


Te ouço..
Sei que estás a caminho!
Consigo ouvir as tuas passadas,
Que correm apressadas
P'ra me ver!
Acho que o livro
Vai virar para uma nova página..

Esperemos...
Que a próxima noite seja nossa!