domingo, 17 de julho de 2011

All I Need

Olha-me e sorri…
Pára nesse momento especial…
Pára o tic tac desenfreado do relógio…
Olha-me e sorri apenas…
Deixa-me guardar na memória esse instante,
Congelá-lo nas minhas recordações
Para ir saciando os meus dias ausentes!
Sorri e abraça-me…
Deixa-me sentir-te em mim…
Deixa-me cheirar a tua presença…
Sorri e abraça-me apenas…
Num aperto suficientemente apertado,
Que aqueça e perdure na minha alma
Durante os longos dias de Inverno!
Abraça-me e leva-me…
Perde-te no mundo e no tempo…
Encontra-me perdida no espaço…
Abraça-me e leva-me apenas…
Não digas uma palavra sequer,
Nem ofereças alguma bela flor
Que estragaria a beleza intemporal,
Daquele momento efémero
Em que estaríamos apenas
A contemplar o sorriso um do outro.


quarta-feira, 18 de maio de 2011

Desejo ardente

Quero sentir o teu abraço
Suave, frio...
Quero sentir-te em todo o meu corpo
Ondulado, inquieto...
Sentir a tua força a puxar-me,
A reclamar-me para ti.
Quero ser presa com tuas algemas
E jogada para o fundo...
Para depressa me agarrares
E devolveres o ar que roubaste
Num doce beijo apaixonado!
Deita-te à minha beira e,
Rebola comigo nesse chão macio.
Vai e vem sem fim à vista...
Toca em mim como se fosse única
E como se fosses apenas meu!
Sacia-me esta saudade
Que queima na minha pele
E atrai incansavelmente a tua força.
Quero estar contigo...
Dia após dia.
Sentir-te ao meu lado,
Num longo abraço...
Preciso de ti!


sexta-feira, 29 de abril de 2011

Trilho à deriva

Levanto-me e ponho as botas do destino,
Iniciando a marcha neste trilho irregular
Que me fere o corpo e a alma!
Subo incansavelmente estes picos
Que ondulam ao sabor do tempo
Arrastando-os para mim como íman.
Pé ante pé, e agora descalça,
Desço ao vale calorosamente gélido
Que me prende ao chão esfomeado
Pela essência humana que transporto.
Sentindo-me a desvanecer ao de leve,
Luto freneticamente com esta força
Tão minha... Transcendente!
Olho os obstáculos nas minhas costas
Com um ténue sorriso na face
E a alegria libertadora
Que me acalma o espírito e o corpo!
Percorro este mar único
Cheio de serenidade em combustão,
Onde procuro a fortuna perdida
Que aguarda a chave do meu coração
Para se revelar novamente ao mundo.
Quem sou eu?
Sou apenas um pequeno barco à vela
Navegando no trilho da Luz!


quarta-feira, 27 de abril de 2011

Moldando o Mundo





















Entro no calmo tormento fugidio
Que me alcança eternamente
Nesta paragem deliciosa
Que sacia meus olhos
Ávidos de uma salvação.
Procuro sofregamente
Por um lugar no mundo
Que possa moldar com as mãos
Dando-lhe formas desconhecidas
Que maravilham os dogmáticos
E regozijam os descobridores!
Pego no horizonte como uma folha
E dobro incansavelmente,
Tal como um submisso origami
Que renuncia a sua vontade
À poderosa força
Que emana das minhas mãos.
Distorcendo o que me rodeia
Sem piedade do objectivo alcançado,
Espero que encha meus olhos
Com novas luzes e texturas,
Enquanto este ar apressado
Eleva meu corpo translúcido de cor
Para o novo desenho
Que se cria à minha frente!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Chove














Chove…
Chove lá fora…
E nas entranhas do meu ser.
Chove desalmadamente frio
Com gotas de tristeza
Que me deixam enublada
Nesta tempestade de primavera!
Sinto o furação que se liberta de mim
Tocando com tamanha brutalidade
Em tudo o que me cerca.
Rasga o tempo
E rasga a vontade…
Faz voar e rodopiar
Todos os pensamentos
Em torno do seu epicentro carnal
Que tomba no fim em desequilíbrio.
Levanta-se discreto e silencioso
Tal maresia sentimental obscura
Que rapidamente se condensa e precipita.
Desfaz as gotas em lágrimas
Que pesam nas nuvens arredondadas
E…
Chove…
Chove lá fora
E nas entranhas do meu ser…

sábado, 5 de março de 2011

Portas abertas





















Vai e vem...
Doce tormento sereno
Que acalma a fúria da alma
Tão estridantemente silenciosa,
Que corta a barreira de ferro
Criada à volta deste ser
Que o prende e afoga.
A brecha luminosa que aparece
E ilumina o sorriso esculpido
Pela força do vento e do mar!
Maresia que rasga a tristeza
Partindo aquele vítreo brilho
Das lágrimas que brotavam
Sem cessar... Sem cansar...
Braços invisíveis e ternos
Que embalam esta felicidade dormente
E que provocam espasmos de risos
Tão fortes... Tão intensos...
Que nada nem ninguém
Consegue entender de onde vêm...

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O espaço vazio


Sorrisos, momentos
Risos e gargalhadas.
Abraços e beijos,
Toques de ternura
Que ficarão para sempre
Entrelaçados na memória.
O quente conforto
Daquele abraço saudoso,
O brilho no olhar
Que recebia a cada visita,
As histórias divertidas
Que me faziam rir em criança,
As flores que apanhávamos,
E o pano do autocarro
Que me deste para cobrir
A boneca minha filha.
As bolachas e bolos
Que teimavas em ter em casa
Como um eterno presente.
Estiveste lá...
Desde cedo...
Cumprindo todos os teus papéis
Com tamanha dedicação e sabedoria.
Foste amiga e foste mãe,
Foste companheira e leal
Sempre e para sempre,
Minha doce Avó!

Um Eterno Obrigado!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Luz

Sento-me no chão frio
Fitando aquela última brecha de luz
Que treme em mim,
Quase a extinguir-se...
Absorvo o ténue calor
Que me oferece,
Buscando uma última chama
Que ilumine este corpo cansado
De rastejar neste mar de espinhos.
Luz inquietante,
Distante e ausente,
Que acendes apenas na luz do dia
E me deixas sozinha no escuro da noite!
Devolve o brilho a estas janelas
Que embaciaram neste inverno frio...

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Infinita Espiral

Apenas perdida no novelo de sentidos
Sentimentos, emoções, paixões,
Mendigando pelas ruas efêmeras
Estreitas de amor e ternura,
Carentes de vida, movimento,
Desaparecendo, esvanecendo no ar
Pesado, sombrio, escuro,
Que trespassa a alma, a mente,
Cheia de pequenos nadas, transcendente
Afastada de um corpo inerte
Que deambula eternamente neste mundo,
Cada vez mais cruel, sem rumo
Perdido no espaço finito, preso,
Gritando ofegantemente pela luz
Brilhante, quente, maravilhosa
Que guia, ilumina e acalma
Deixando transparecer
O sentimento confuso de alguém
Que se encontra sozinha,
Apenas perdida no novelo de sentidos
Sentimentos, emoções, paixões...


terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Novidade Crua


Porque quando não se escuta,
Nem se quer ver os pedidos do coração,
Cai-se num marasmo emocional
Que nos abana e atira ao chão,
Tamanha fúria divina que é libertada.
Porque se perde a vontade
E a essência do nosso sorriso,
Da nossa paz, da nossa felicidade.
Como um diamante desprezado
Que só no fim de roubado
Brilha dentro de nós o desejo
A posse de tal necessidade,
A vontade de respirar em conjunto!
O sonho desvanece, cristalizando o nevoeiro
Criando infinitas partículas de vidro
Que se estilhaçam em nós e ferem,
Rasgam, abrem feridas na nossa alma.
O brilho dos olhos, outrora translúcido,
Torna-se opaco e sem vida
Fixa-se no tempo perdido,
Na paragem rítmica,
Pum Pum... Pum Pum...
Pum...
P...
?...



[Espero que sejas muito feliz
mas confesso que mais uma vez caí ao chão]