sábado, 4 de outubro de 2008

Dá-me a tua!



















Agarra-me...
Estende a tua mão!
Vem-me buscar...
Eu estou aqui à tua espera...
Sei que me podes tirar do escuro...
Basta que venhas..
E que ilumines a minha vida!
Eu acredito no teu coração..
Na tua capacidade de me fazer esquecer,
As coisas que me atormentam a alma...
E me fazem sentir fraca neste mundo..
Traz de novo a paixão a este ser,
Quebra o silêncio deste coração adormecido,
Envolve-o de luz e eleva-o ao paraíso!
Ama-o....
Até que ele também te ame..

A ti...
Que sei que andas aí...
Perdido...
No mundo!

sábado, 20 de setembro de 2008

Tu...

Pensava que sim...
Que os sentimentos de outrora tinham sumido,
Que bastava apenas um doce carinho de amigo.
Pensava que as ambições de outrora tinham partido,
E que mais nada restava que um cumprimento simples,
Uma despedida normal,
Igual a tantas outras!
Mas não...
Aquilo que eu gostaria que fosse ilusório,
É bem real.... e doí!
Odeio a tua ausência...
A indiferença...
A despedida sem sal...
Apenas com um sorriso...
E cada um a seguir o seu caminho..
Sem olhar para trás e pensar novamente!
Custa... ver-te sorrir para alguém..
Que não eu!

domingo, 14 de setembro de 2008

Virou!


Te ouço..
Sei que estás a caminho!
Consigo ouvir as tuas passadas,
Que correm apressadas
P'ra me ver!
Acho que o livro
Vai virar para uma nova página..

Esperemos...
Que a próxima noite seja nossa!

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

A Corrida!

Quero desaparecer...
Esconder-me debaixo do escuro da noite...
Quero gritar ao vento a dor que sinto,
Para que ele a leve pra longe...
Para bem longe!!
Quero correr até não sentir os músculos,
Correr até ao infinito.
Correr até não sentir os espinhos
Que apertam e ferem o coração.
Quero correr até cair por terra de cansaço
E sentir a culpa a estatelar-se no chão
Juntamente com o meu corpo













Vou tentar achar-te...
Perdi-te...
Sinto a tua falta...
Quero ter-te comigo outra vez,
Meu belo sorriso!

sábado, 23 de agosto de 2008

Companhia...

Espero ansiosa o teu acordar
Espero ansiosa o teu bom dia,
Que me mete um sorriso nos lábios
E mostra que a noite não me apagou
Do teu pensamento... Da tua vida...
Gosto do tempo que passamos juntos
Separados por vales e montanhas,
Afastados por milhares de metros
Que nada importam enquanto falamos!
Mesmo a distância nao é capaz
De impedir que acordes comigo,
Nem que adormeças ao mesmo tempo que eu!
Adoro todas aquelas palavras que trocamos,
Todos os sorrisos que emergem,
Em mais um dia que vivemos!
Sinto uma saudade de te ver
E um desejo de te tocar...

Sinto-te

Observo-te
Deitada na minha cama
À beira da janela
Sinto o teu correr
No rosto
Quando entras sem permissão
No meu quarto.
Olho-te em cada objecto
Que tocas na rua!
Ouço os sussuros
Que teimas em não
Esconder aos outros.
Peço-te que percorras
O meu corpo
E que toques em
Cada centímetro de pele.
Peço-te que me embales
E me leves o sofrimento
Que me atormenta o coração!
Peço-te que não desapareças
Para que possa sentir-me viva!

Chega!


Começo a ficar farta
De ser aquilo que queres
Que eu seja!
Estou cansada
De ter que gostar
Daquilo que queres que eu goste!
Estou cheia
De viver a vida
Que sonhas para ti!
Estou exausta
De ficar debaixo
Das regras que fazes!
Chegou a hora de eu,
SER EU!
Vou sair do sítio
Onde me teimas prender.
Vou voar com as minhas asas
Para longe...
Bem longe...
E...
Não digas que não te avisei!!

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Palavras soltas...

Deixo-me vencer pela força do sono que recai nas minhas frágeis pálpebras.
Deixo-as ir então ao encontro das outras que mais abaixo as esperam, permitindo o reencontro tão ansiado como dois amantes saudosos...
E assim, juntas, protegerão o espelho da minha alma durante esta longa noite...
Eu vou sonhar, e espero que também o consigas fazer... Mesmo que estejas acordado!

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Perguntas de retórica

Porquê?
Porque dói tanto aqueles momentos que recordo.
Porque sinto tanto a tua ausência.
Porque é que não sendo alguém do teu dia-a-dia,
Te relembro frequentemente e te choro…
Porque sorrio ao recordar o teu rosto,
O teu sorriso, o teu olhar…
Porque me condeno constantemente
Pelos erros que cometi…
E talvez ainda cometa…
Porque vivo por momentos,
Aqueles segundos só nossos,
Vividos outrora…
Porque é que dói não te ter na minha vida,
Não te poder olhar, ouvir nem tocar…
Porque é que sinto um vazio obscuro,
Que me consome e me deixa sem forças…
Porque é que as lágrimas me corroem o coração
E me dizem que a culpa e minha!
Me mostram aquilo que não quero ver…
Me alertam para aquilo que sinto…
Porquê isto tudo?
Talvez porque aquele sentimento de criança,
Ainda não desapareceu…
Eu continuo aqui…
E sei que estás ai!




sexta-feira, 11 de julho de 2008

Escritas

Cheguei…
No meio de atropelos mentais
E acidentes entre palavras
Cheguei…
Sentindo os choques entre os sons
Que marcam esta língua
Que de tão rica que é
Mancha a nossa alma de patriotismo!
Doce é o encanto com que escrevo,
Enquanto as palavras emergem
Na minha boca e chegam às minhas mãos.
Lutas entre ideias para se escolher
Aquela suprema que virá ao mundo
Em aglomerados de letras,
Pontos e vírgulas!
Estranha é a vontade
Com que de repente
Um desejo súbito acontece
E as mãos tremem de ansiedade,
Para conseguir seguir o pensamento
Do qual brota mais um pequeno texto.
Desde a loucura frenética que exalta,
Até à maravilhosa calma…
As palavras,
Essas teimam em sair…
E eu…
Simplesmente deixo-as emergir no mundo!