Pequenos Grandes Momentos que saiem da alma e passam para o papel.. O meu EU interior, na sua forma concretizada...
sábado, 17 de dezembro de 2011
Uma Prenda de Natal
A vida é como um puzzle...
Às vezes é simples
Outras é complicada,
Muitas vezes é efémera
Outras permanece no tempo.
Trespassada por vezes
Por pessoas que achamos ser as certas
Mas que de alguma forma
Teimam em não encaixar em nós!
Às vezes sombria e misteriosa
Outras colorida e brilhante,
Mas sempre feita de pequenos pedaços
Que juntos farão sentido no todo
Que só será revelado
Quando a última peça for colocada.
Eu,
Como as estrelas,
Brilho eternamente para vós!
Por vezes distante ou ausente,
Por vezes brilhando num certo tom
Imperceptível aos vossos olhos,
Por vezes rodeada de escuras nuvens
Que escondem o meu cintilar.
Mas...
Mesmo ausente ou distante
Continuarei lá no alto a brilhar.
Sem parar...
Sem cansar...
Mesmo quando me afasto no dia
Pois de noite voltarei para vos ver...
Nunca deixarei de existir mesmo na ausência
Continuarei brilhando...
Para sempre...
No vosso Universo...
Onde quer que me encontre...
sábado, 19 de novembro de 2011
Pinturas
Vendo o mundo a branco e preto
Cheio de contrastes destoados
Pelo vento frenético que remexe
Em todos os pensamentos
Que teimam em emergir.
Sinto uma enorme vontade
De pegar calmamente o pincel esquecido
E sair pela rua colorindo tudo...
Tudo o que me toca...
Tudo o que me envolve...
Tudo o que por momentaneamente
Me deixe um sorriso nos lábios...
Gostava de te colorir...
Pintar-te suavemente com tons pastel
Com uma ou outra pitada de cor quente,
Picante ou deliciosa,
E tornar-te na minha peça principal,
Aquela que perdurará no tempo,
E terá um valor incalculável.
Desenhar-te todos os contornos
Com uma tal perfeição
Que destronaria Rafael ou Ingres.
Serias a minha obra-prima
Exposta na minha galeria privada
Para que apenas eu te pudesse contemplar!
Sairei por aí pintando...
Espero encontrar-te ao virar da esquina...
domingo, 13 de novembro de 2011
Tempo Incerto
O mundo faz barulho lá fora...
Chora a tua ausência desalmadamente.
Reclama furiosamente a tua presença,
E tenta a todo o custo empurrar-te para mim...
Ou a raptar-te para mim...
Entre raios e trovões te desejo comigo,
Lado a lado aconchegados,
Presos por sentimentos confusos,
Misteriosos e fugidios.
Perco-me nas incertezas de tudo
E as certezas do nada que nos cerca.
É, não é, poderá ser ou não ser,
Será algo ou não, terminará ou durará...
Confuso, trémulo, irrequieto.
Não sei sentir o que sinto,
E gostava de sentir aquilo que...
Provavelmente me é negado.
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Dream
Hoje os sonhos...
Voltaram a revolver o meu interior.
Mais uma vez te apresentaste,
E deixaste um carinho sorridente
Como um bom dia ao levantar
Para me deixar na lembrança
Que hoje é o teu dia.
Hoje é o teu dia...
Hoje era o teu dia...
Hoje é um dia de saudade
De memórias e sensações.
Hoje é um dia de olhos brilhantes
De água salgada que te recorda.
É dia de recordar-te,
De recordar tudo o que passou.
De recordar tudo o que aconteceu
De imaginar tudo o que ficou por dizer.
É dia também para sorrir,
Por teres passado na minha vida,
Por me teres feito sorrir,
Por me teres feito feliz,
Ainda que momentaneamente.
A vida é feita de pequenos momentos.
E sem dúvida alguma...
Foste um pequeno grande momento
Daqueles que jamais se esquecem
Daqueles que nos fazem sorrir e chorar,
Daqueles que nos alimentam
E nos fazem acreditar.
Moby diz:
"One of these mornings
Won't be very long
You will look for me
And I´ll be gone"
Foi isso que aconteceu...
Parabéns N.
Voltaram a revolver o meu interior.
Mais uma vez te apresentaste,
E deixaste um carinho sorridente
Como um bom dia ao levantar
Para me deixar na lembrança
Que hoje é o teu dia.
Hoje é o teu dia...
Hoje era o teu dia...
Hoje é um dia de saudade
De memórias e sensações.
Hoje é um dia de olhos brilhantes
De água salgada que te recorda.
É dia de recordar-te,
De recordar tudo o que passou.
De recordar tudo o que aconteceu
De imaginar tudo o que ficou por dizer.
É dia também para sorrir,
Por teres passado na minha vida,
Por me teres feito sorrir,
Por me teres feito feliz,
Ainda que momentaneamente.
A vida é feita de pequenos momentos.
E sem dúvida alguma...
Foste um pequeno grande momento
Daqueles que jamais se esquecem
Daqueles que nos fazem sorrir e chorar,
Daqueles que nos alimentam
E nos fazem acreditar.
Moby diz:
"One of these mornings
Won't be very long
You will look for me
And I´ll be gone"
Foi isso que aconteceu...
Parabéns N.
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Dor Vazia
Dor pontiaguda
Espinhosa e magnética,
Dor que se entranha
E corrói os meus órgãos,
Dissolve a minha alma.
Vazio profundo
Deixado por esse parasita.
Peso imundo que aparece
E suga toda a inexistência
Que embate em mim
E me prega ao chão.
“Rasteja…”
Diz a voz dentro de mim…
Arrasto-me na lama
Sem existir uma luz
Que me ofereça a mão
E me tire deste leito
Que me deixa inerte.
Grito até a voz desaparecer,
Até me desvanecer no ar,
Até encontrar a serenidade.
Flutuando invisível
Aos olhos dos demais,
Ondulo ao sabor do vento
Que espalha pedaços de mim
No mar, nos bosques, no sol…
Sorrindo então,
E deixando um sorriso
Como uma última vontade
Gravada no testamento da verdade.
Plenitude e paz atingidas.
Assim espero.
domingo, 17 de julho de 2011
All I Need
Olha-me e sorri…
Pára nesse momento especial…
Pára o tic tac desenfreado do relógio…
Olha-me e sorri apenas…
Deixa-me guardar na memória esse instante,
Congelá-lo nas minhas recordações
Para ir saciando os meus dias ausentes!
Sorri e abraça-me…
Deixa-me sentir-te em mim…
Deixa-me cheirar a tua presença…
Sorri e abraça-me apenas…
Num aperto suficientemente apertado,
Que aqueça e perdure na minha alma
Durante os longos dias de Inverno!
Abraça-me e leva-me…
Perde-te no mundo e no tempo…
Encontra-me perdida no espaço…
Abraça-me e leva-me apenas…
Não digas uma palavra sequer,
Nem ofereças alguma bela flor
Que estragaria a beleza intemporal,
Daquele momento efémero
Em que estaríamos apenas
A contemplar o sorriso um do outro.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Desejo ardente
Quero sentir o teu abraço
Suave, frio...
Quero sentir-te em todo o meu corpo
Ondulado, inquieto...
Sentir a tua força a puxar-me,
A reclamar-me para ti.
Quero ser presa com tuas algemas
E jogada para o fundo...
Para depressa me agarrares
E devolveres o ar que roubaste
Num doce beijo apaixonado!
Deita-te à minha beira e,
Rebola comigo nesse chão macio.
Vai e vem sem fim à vista...
Toca em mim como se fosse única
E como se fosses apenas meu!
Sacia-me esta saudade
Que queima na minha pele
E atrai incansavelmente a tua força.
Quero estar contigo...
Dia após dia.
Sentir-te ao meu lado,
Num longo abraço...
Preciso de ti!
Suave, frio...
Quero sentir-te em todo o meu corpo
Ondulado, inquieto...
Sentir a tua força a puxar-me,
A reclamar-me para ti.
Quero ser presa com tuas algemas
E jogada para o fundo...
Para depressa me agarrares
E devolveres o ar que roubaste
Num doce beijo apaixonado!
Deita-te à minha beira e,
Rebola comigo nesse chão macio.
Vai e vem sem fim à vista...
Toca em mim como se fosse única
E como se fosses apenas meu!
Sacia-me esta saudade
Que queima na minha pele
E atrai incansavelmente a tua força.
Quero estar contigo...
Dia após dia.
Sentir-te ao meu lado,
Num longo abraço...
Preciso de ti!
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Trilho à deriva
Levanto-me e ponho as botas do destino,
Iniciando a marcha neste trilho irregular
Que me fere o corpo e a alma!
Subo incansavelmente estes picos
Que ondulam ao sabor do tempo
Arrastando-os para mim como íman.
Pé ante pé, e agora descalça,
Desço ao vale calorosamente gélido
Que me prende ao chão esfomeado
Pela essência humana que transporto.
Sentindo-me a desvanecer ao de leve,
Luto freneticamente com esta força
Tão minha... Transcendente!
Olho os obstáculos nas minhas costas
Com um ténue sorriso na face
E a alegria libertadora
Que me acalma o espírito e o corpo!
Percorro este mar único
Cheio de serenidade em combustão,
Onde procuro a fortuna perdida
Que aguarda a chave do meu coração
Para se revelar novamente ao mundo.
Quem sou eu?
Sou apenas um pequeno barco à vela
Navegando no trilho da Luz!
Iniciando a marcha neste trilho irregular
Que me fere o corpo e a alma!
Subo incansavelmente estes picos
Que ondulam ao sabor do tempo
Arrastando-os para mim como íman.
Pé ante pé, e agora descalça,
Desço ao vale calorosamente gélido
Que me prende ao chão esfomeado
Pela essência humana que transporto.
Sentindo-me a desvanecer ao de leve,
Luto freneticamente com esta força
Tão minha... Transcendente!
Olho os obstáculos nas minhas costas
Com um ténue sorriso na face
E a alegria libertadora
Que me acalma o espírito e o corpo!
Percorro este mar único
Cheio de serenidade em combustão,
Onde procuro a fortuna perdida
Que aguarda a chave do meu coração
Para se revelar novamente ao mundo.
Quem sou eu?
Sou apenas um pequeno barco à vela
Navegando no trilho da Luz!
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Moldando o Mundo

Entro no calmo tormento fugidio
Que me alcança eternamente
Nesta paragem deliciosa
Que sacia meus olhos
Ávidos de uma salvação.
Procuro sofregamente
Por um lugar no mundo
Que possa moldar com as mãos
Dando-lhe formas desconhecidas
Que maravilham os dogmáticos
E regozijam os descobridores!
Pego no horizonte como uma folha
E dobro incansavelmente,
Tal como um submisso origami
Que renuncia a sua vontade
À poderosa força
Que emana das minhas mãos.
Distorcendo o que me rodeia
Sem piedade do objectivo alcançado,
Espero que encha meus olhos
Com novas luzes e texturas,
Enquanto este ar apressado
Eleva meu corpo translúcido de cor
Para o novo desenho
Que se cria à minha frente!
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Chove
Chove…
Chove lá fora…
E nas entranhas do meu ser.
Chove desalmadamente frio
Com gotas de tristeza
Que me deixam enublada
Nesta tempestade de primavera!
Sinto o furação que se liberta de mim
Tocando com tamanha brutalidade
Em tudo o que me cerca.
Rasga o tempo
E rasga a vontade…
Faz voar e rodopiar
Todos os pensamentos
Em torno do seu epicentro carnal
Que tomba no fim em desequilíbrio.
Levanta-se discreto e silencioso
Tal maresia sentimental obscura
Que rapidamente se condensa e precipita.
Desfaz as gotas em lágrimas
Que pesam nas nuvens arredondadas
E…
Chove…
Chove lá fora
E nas entranhas do meu ser…
Chove lá fora…
E nas entranhas do meu ser.
Chove desalmadamente frio
Com gotas de tristeza
Que me deixam enublada
Nesta tempestade de primavera!
Sinto o furação que se liberta de mim
Tocando com tamanha brutalidade
Em tudo o que me cerca.
Rasga o tempo
E rasga a vontade…
Faz voar e rodopiar
Todos os pensamentos
Em torno do seu epicentro carnal
Que tomba no fim em desequilíbrio.
Levanta-se discreto e silencioso
Tal maresia sentimental obscura
Que rapidamente se condensa e precipita.
Desfaz as gotas em lágrimas
Que pesam nas nuvens arredondadas
E…
Chove…
Chove lá fora
E nas entranhas do meu ser…
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