sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O espaço vazio


Sorrisos, momentos
Risos e gargalhadas.
Abraços e beijos,
Toques de ternura
Que ficarão para sempre
Entrelaçados na memória.
O quente conforto
Daquele abraço saudoso,
O brilho no olhar
Que recebia a cada visita,
As histórias divertidas
Que me faziam rir em criança,
As flores que apanhávamos,
E o pano do autocarro
Que me deste para cobrir
A boneca minha filha.
As bolachas e bolos
Que teimavas em ter em casa
Como um eterno presente.
Estiveste lá...
Desde cedo...
Cumprindo todos os teus papéis
Com tamanha dedicação e sabedoria.
Foste amiga e foste mãe,
Foste companheira e leal
Sempre e para sempre,
Minha doce Avó!

Um Eterno Obrigado!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Luz

Sento-me no chão frio
Fitando aquela última brecha de luz
Que treme em mim,
Quase a extinguir-se...
Absorvo o ténue calor
Que me oferece,
Buscando uma última chama
Que ilumine este corpo cansado
De rastejar neste mar de espinhos.
Luz inquietante,
Distante e ausente,
Que acendes apenas na luz do dia
E me deixas sozinha no escuro da noite!
Devolve o brilho a estas janelas
Que embaciaram neste inverno frio...

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Infinita Espiral

Apenas perdida no novelo de sentidos
Sentimentos, emoções, paixões,
Mendigando pelas ruas efêmeras
Estreitas de amor e ternura,
Carentes de vida, movimento,
Desaparecendo, esvanecendo no ar
Pesado, sombrio, escuro,
Que trespassa a alma, a mente,
Cheia de pequenos nadas, transcendente
Afastada de um corpo inerte
Que deambula eternamente neste mundo,
Cada vez mais cruel, sem rumo
Perdido no espaço finito, preso,
Gritando ofegantemente pela luz
Brilhante, quente, maravilhosa
Que guia, ilumina e acalma
Deixando transparecer
O sentimento confuso de alguém
Que se encontra sozinha,
Apenas perdida no novelo de sentidos
Sentimentos, emoções, paixões...


terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Novidade Crua


Porque quando não se escuta,
Nem se quer ver os pedidos do coração,
Cai-se num marasmo emocional
Que nos abana e atira ao chão,
Tamanha fúria divina que é libertada.
Porque se perde a vontade
E a essência do nosso sorriso,
Da nossa paz, da nossa felicidade.
Como um diamante desprezado
Que só no fim de roubado
Brilha dentro de nós o desejo
A posse de tal necessidade,
A vontade de respirar em conjunto!
O sonho desvanece, cristalizando o nevoeiro
Criando infinitas partículas de vidro
Que se estilhaçam em nós e ferem,
Rasgam, abrem feridas na nossa alma.
O brilho dos olhos, outrora translúcido,
Torna-se opaco e sem vida
Fixa-se no tempo perdido,
Na paragem rítmica,
Pum Pum... Pum Pum...
Pum...
P...
?...



[Espero que sejas muito feliz
mas confesso que mais uma vez caí ao chão]

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Abraço

Sentada nesta rocha
Sentindo a brisa do mar
Chocando com o meu rosto
Inerte, inexpressivo,
Toldado pelo pensamento
Que me envolve!
Olho a tranquilidade volátil
Deste destino que carrego
Colocando toda esta esperança
Nas ondas que vão... e vem...
Sorrio calmamente quando me tocas,
E me fazes acreditar em tudo
Com tanta força e vontade
Fazendo-me esquecer
Por meros segundos
Todo o passado obscuro.
Fecho os olhos enquanto me abraças
E com toda a força me seguras
Protegendo-me do mundo ameaçador.
Cercada de ti, como uma muralha,
Que me salva dos outros.
Abro o coração para que entres nele
E revolvas o pó antigo,
Tornando-o mais leve...
Mais limpo...
Mais quente...

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Espera...

Espero tranquila pela felicidade,
Buscando o teu sorriso perto de mim
De forma a olhar para a tua alma
Pelas duas janelas cristalinas que me contemplam.
Espero ansiosa o abraço quente
Que me devolverá o bater do coração.
Quero-te à minha beira
Para sentir o teu odor único à minha volta,
Cheirando-te, tocando-te, sentindo-te...
Num local só nosso...
Onde estejamos a sós,
No calor dos nossos corpos unidos em paixão,
Trocando juras de amor eterno...
Quero acordar contigo a meu lado,
Para te poder beijar pela manhã,
E puder ser a primeira coisa que contemplas,
Ao abrires os olhos para mais um dia!

domingo, 7 de novembro de 2010

À beira


Sentimentos de limite,
Um quase cair...
Um quase voar...
Um quase desaparecer...
O eterno vai não vai...
Cai não cai...
Vai e vem de emoções e memórias
Que nos empurram para o canto escuro
E nos prendem momentaneamente
No meio de torturas e interrogatórios!
Porquê??? De quem é a culpa???
Quem fez isto??? Porque é que aconteceu assim????
Não há paz e serenidade...
Não há sorrisos que brotem dos lábios dos demais
Não há abraços que aqueçam a alma
Nem beijos que despertem o amor.
Memórias dolorosas que assaltam de forma constante
Sem dó dos atropelos mentais que provocam...
Espero ansiosa pelo fim...
Pela queda final de todas as coisas negativas
Que existem dentro de mim.
Como se as passa-se para uma gota de água,
Lavando e limpando a alma com água pura,
E esperando que essa gota se desprende-se e...

Caísse...

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Trocadilhos

Que pensamentos são estes que afloram...
Que saudades são estas que despertam...
Que vontades são estas que aparecem...
Que medo é este que cresce...
Que inquietação é esta que permanece...
Que angústia  é esta que me cerca...
Que momentos são estes que passam...
Que loucura é esta que tenho...
Que raiva é esta que me consome...
Que dúvida é esta que me ilumina...
Que desejo é este que me enfraquece...
... que me ocupam a mente todos os dias!
... e criam uma sensação de vazio em mim!
... provocando uma turbulência interna!
... que me assusta e apaga a esperança!
... compondo o ingénuo nervosismo!
... fazendo-me perder forças constantemente!
... e ficam cravados a frio no meu ser!
... que me faz delirar sem razão!
... e escurece a alma e o espírito!
... para me conduzir ao abismo certo!
... e me mata o corpo cansado!
Que sentimento é este que corroi e alimenta
Sem que nada nem ninguém possa senti-lo!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Momentos

Momentos de dúvida,
De incerteza e surpresa.
Momentos efêmeros,
De emoção e interrogação.
Momentos de paz,
Tranquilidade e felicidade.
Momentos escassos,
Pequenos e serenos.
Momentos de alegria,
De festejo e desejo.
Momentos fascinantes,
Pendentes e quentes.
São estes momentos
Que preenchem o vazio interior
E preenchem o meu EU volátil
Que evapora e precipita a alma.
São os pedaçoes de mim
Que escrevo nas linhas do tempo.
São os pedaços de tempo
Que tatuo dentro de mim
Para não me esquecer
Que toda a minha vida são momentos!

sábado, 28 de agosto de 2010

Quem sou eu?

















Quem sou eu...
Que olho ao espelho
Penetrando o vítreo olhar que me fita,
Em busca do diamante perdido.
Quem sou eu...
Que escuto o som do rio
Integrando a sua água nas minhas veias,
Procurando alimentar o meu ser.
Quem sou eu...
Que sinto a luz da lua
Entrando quente em mim,
Fazendo despertar os meus sonhos.
Quem sou eu...
Perdida no meio da dúvida
Saciando a vontade de viver
Com os pequenos grandes sonhos,
Que me embalam neste leito.
Quem sou eu...
Que grito ao vento da noite
Para que me toque de mansinho,
Acordando este corpo pesado
De mágoas, ilusões e dor.
Quem sou eu...
Que espero o nascer do sol
Para que os seus raios
Me façam sorrir ao levantar!